palavras-chave: feminismo, paganismo, fotografia, stop motion, triplo, triplice, velha, mãe, donzela, videoarte, banshee, psique, arquétipo, travestis, não binário
O nome “Triplice”; nasce de um amálgama de experiências em busca do conhecimento e de um equilíbrio entre conceitos míticos da sociedade contemporânea. O nome Triplice origina-se da Deusa Triplice; deusa pagã que representa a Trindade e a sociedade matriarcal, é a polaridade feminina de todos os arquétipos: Velha, Mãe e Donzela, também caracterizada pelas três fases visíveis da lua. Trazendo para um plano micro e intra-subjetivo: mental, emocional e espiritual e outro plano, macro e intersubjetivo: social, político e histórico. A Deusa Tríplice não governa o mundo, pois é o fundamento de sua origem, é a criação, manutenção e destruição.
A donzela

A vida e a sexualidade que floresceram na primavera, quando a lua nova, ainda não iluminada pelo sol, também não foi afetada pelas expectativas culturais relacionadas ao conceito patriarcal. A essência natural da mulher é o que ela valoriza e não ser valorizada pelo que é porque tem total liberdade de escolha para se definir, então sua escolha é a definição que permanece intocada porque ela opta pelo segredo, o segredo do ser. Muitas vezes representada por uma virgem, não pela abstinência sexual, mas pela liberdade de estar cheia de si e não do outro.
A mãe

A lua cheia e iluminada pelo sol, o verão quente e fértil, o guerreiro, amante, criador, simbolizado também pela natureza, a criação e doação da vida. Contraditória nos tempos de hoje, a mãe é quem cuida, seja dentro ou fora do espírito e não se relaciona apenas com a imagem humana, mesmo utilizando os signos humanos como o cordão umbilical que se distingue como um acorde, aquele que não nos condicionar a sermos prisioneiros para fazermos parte de algo, e a vida sendo feita de relações, a doação para que o ato aconteça, seja qual for a sua intenção, precisamos deixar um pouco de nós mesmos.
A idosa

O ato da avó conselheira tece o manto, é como a teia da vida, cujo manto não é dela mas do vizinho.
A lua minguante perde o brilho, mas já reflete tudo o que o sol pode fornecer. O equilíbrio, o conhecimento, a sabedoria é o fim da tríade que ela encarna, pois ela já foi donzela e mãe, é o inverno que mesmo sendo um trecho frio, saber acender uma fogueira, pode ser aconchegante. Estamos vivendo o final do processo de autoconhecimento (processo de maturidade psicológica / individualização) que torna este momento difícil, é o fim de um ciclo e pode ser representado pela transformação / renovação e não a morte tomada como fim .

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